quarta-feira, 1 de junho de 2011

Velha infância...




Será tarde amanhã
E amanhã é hoje
Pois é madrugada
Crio brinquedos
Com lindos desejos

Olhares disfarçados
Sou engraçado, riram
De meus atos falsos
Primeiro ato eu faço
Espetáculo, palhaço

Morrer de rir infeliz
Comedia e tragédia
Uma vez eu sorri sim
Cai, levantei e sorri
Aprendi a andar enfim

Papai e mamãe eu tive
Criança rebelde eu fui
Cresci solto, louco, fogo
Enchendo o saco de outro
Que também era solto...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Encontros...



Do mais nocivo veneno
Extraindo devaneios
Encontro com o tempo
Seu desejo de encontrar
A vida em sua plena paz

Os amores distem a mim
Jasmim de amor ser fim
É caminho sem destino
Quando penso em ti ali
Delírio constante aqui

Desejos maus e bem amados
Armados, contrariando raios
Chorando trovões calados
Encontro e disponho sonhos
De ter você sempre ao lado

Encontro presença ligeira
Na lixeira de minha cabeça
Lerdamente se vai à pureza
Iludida por pura destreza
De tua inocente beleza...

Sinceridade e verdade



Na verdade que não há
Escondendo-se no luar
Na sinceridade a pairar
No vento que é ar a cá
Brisa leve a me acalmar

A natureza a me chamar
Gritante em sinceridade
Conforme se forme tal
Pureza em forma linda
Escutei o som de uma lira

Tocando passado e vida
Trançando a raiz divina
Sinceridade espero
Na verdade que tu sintas
Em alma gris te fiz feliz

Dos versos que te fiz
Sinceridade não omiti
Tranquilidade eu senti
Ainda vou até ai, te ver
Poder crer, viver e sentir

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Medindo distância...



Criança hiperativa contente
Incrível Peter Pan carente
Sou eu alerta em tua mente
Renascendo das cinzas, fênix
Vontade a distancia tu sentes?

Amadeirado sabor de amor
Amargo, mas é tão tentador
Ouviste a dor, imagine o sabor
Criado mudo falador te guardou
Engavetada a distância te deixou

Ligeiramente e naturalmente
Desenho escrito na mente
Com lápis te contornei suave
Em frases de amor à tarde
Foi tarde, pois fui covarde

Guerreiro da tinta contemporânea
Pinturas afago e em escritas te salgo
Com o gosto do mar que nunca senti
Saudade da vida que eu nunca vivi
A distância me mata por falta de ti...




domingo, 29 de maio de 2011

Aguardo...



Aguarde as horas
A se eu pudesse agora
Tudo eu faria em horas
Apavora-me na quietude
Sereníssima não se ilude
Límpida e clara nas atitudes

Sou o vento que te toca
A mão ardente amorosa
Que se esfria nas ondas
Do mar de pensamentos
Que tu passas passageira

No silencio não te ouço
Um amor de calabouço
Ecoa solitário em mim
Um eterno bobo louco
Colecionador de sonhos...

sábado, 28 de maio de 2011

Voz...



Estranhamente tímida
Sua voz é linda, fascina
E nem ouvi essa menina
Murmurou em códigos

Decifrei um amor solido
Escorreu pelos meus olhos
Delirei como um neurótico
Chorei sangue, amor exótico

Pernas fracas caminhando
Braços fortes te abraçando
Destino incerto e profano
Realizei um beijo sonhando

Amor é um cego amando
Não importa o corpo santo
Nem os pecados atormentando
Paixão é um fogo se alastrando
Literalmente insano...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pequena ilha



Andarilho do tempo
Pensamento detento
Prisioneiro do vento
Verdadeiro tormento

Um Caseiro forasteiro
Em busca de desejos
Em mentes de outros
Sementes eu planto

Colho sonhos e sofro
Eterno poeta da alma
Poética externa revela
Novela da vida eterna

Singela sina bela e fera
Transgride a mente lerda
Confusa, mas ainda poética
Exala cheiro de velas velhas

Que a cada oração
O pavio se encurta
Horas se vão em vão
Apaga-se com o coração...