quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pensamento abafado...



Se fosses desse jeito desajeitado,
eu ainda estaria deitado e calado.
De olhos fechados, um exilado,
a única vela em um lindo candelabro.

Se fosses poesia tu me percorrerias,
a estrada de rimas criativas e mistas,
tudo com intenção de alcançar a crista,
a maior poesia é aquela que não existia.

Se cria rapidamente em mente vivida,
sofrida, não restringida em formas misticas,
olhos de perolas, gotículas de orvalhos límpidas,
há tanta vida se elas forem comidas ou bebidas.

Parte da natureza que me completa, esquelética,
ossos de madeira, sementes cobertas por poeira,
letras planam em uma estranha faceta, que beleza,
nunca vi alguém amar sem dizer o que tanto pensa...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dia após dia...



Se tudo o que você pensa é nada,
nem tudo tem seu simples nada,
confusas rimas embaralhadas,
destroem a mente que é astronauta.

Plante-me e colha-me, escolha-me,
socorra-me, versa-me ou só corra,
socorra aos outros, tirai os desgostos,
não importa como forem os rostos.

Ogro, pensamento escroto, gera vida,
pois letras escritas imortalizam-se,
ser ou ter? Querer ou simples poder?
não sei, só sei que sou o que quero ser.

Lembrar e o pensar, coisas tão lindas,
apaixonante lugar onde vivem as rimas,
lugar de nostalgia, onde a alma é viva,
gera versos, em linhas tão esquecidas... 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Irrealista...



Destrutivo e construtivo,
conciliação da destruição,
amor, paz, sexo sem razão,
coração e alma caídos no chão.

Poetar versos sem intenção,
construir menos presídios,
e educar mais a população,
malicia, malandragem, não é ser ladrão.

Responsabilidade e respeito á todos os irmãos,
para que um dia nenhuma pessoa durma no chão,
nesse mundo lindo, com pessoas covardes, já tarde,
eu crio alarde, escrevendo minhas passagens.

Miséria, não por falta de sonhos, e sim por falta de apoio,
falo isso, pois não cresci em berço de ouro, ouro te tolos,
eu critico, mas não omito, vejo a diferença e eu admito,
que tudo não passa de uma vida controlada por políticos... 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Consequência do amor...



A vida sentida, em busca da forma divina,
que nunca foi vista em uma forma nítida.
Rítmica, lírica, tanto faz a sua forma poesia,
em minha mente tu és querida, vem em rimas.

Saudade, a droga mais consumida no mundo,
traz a tona o ser mais confuso, se finge de surdo.
Só lembra de orgulho, não enxerga os absurdos,
o amor é uma palavra que causa enorme borbulho.

Ódio, sentimento criado pelo amor, o mundo do pecador,
Deus, em nome de Jesus Cristo, é a palavra do caçador.
Cadê o professor? Onde esta o criador? O ódio domina o amor,
cantada na madrugada do sedutor, humano, ser destruidor.

Humildade, sinceridade, criatividade, em letras está a positividade,
é o que eu desejo para toda essa humanidade que criam cidades.
Mesmo em desvantagem sigo, prossigo correndo sempre perigo,
de ser taxado como inimigo pelos que dizem serem meus amigos... 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Semeando a mente...



Explore, crie desordem,
e depois coloque ordem.
Sorte, ainda tem um pote,
cheio de vida e morte.

Chamam de belo mundo,
e conhecemos um único,
cheios de si, nada toca em mim,
nem sabemos o que é o fim.

Mesmo assim ainda sorriem,
choram até que o mundo silencie,
perdas e tristezas, normal na natureza,
o inferno escrito dentro de nossas cabeças.

Surpresa! Mente fechada, nem tenta,
Quem sou eu pra falar do Deus da natureza,
nem sei explicar o que tenho dentro da cabeça,
confusão para colocar em ordem essas letras... 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Raízes sangrentas...



Etnias, e eu aqui com a minha,
vida bem dita, só sendo vivida.
Criada com harmonia, sintonia,
sendo escrita em poucas linhas.

Viajo parado, sentado, calado,
a mente em órbita, mas sórdida.
Meditação do cabeça de abóbora,
a mente sempre esteve solta lá fora.

Onde? Como? Por que, porque o que?
Regras, limitações que aqui não existem,
a mente elabora o plano longe da mesmice,
doutrinas cínicas, eu não prego essas rimas.

Climas, vibrações, pontos de exclamações,
atenção, crie tua argumentação com o coração,
humanos, simples mortais, egos de imortais,
e eu aqui, abro a porta e minha mente sai...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Apenas o começo...



Palavras sábias, medir as palavras,
eu te amo são apenas três palavras,
o sentimento que tu colhe dissolve,
não se resolve com cálculos, aborde.

Se solte, dance a dança bizarra na calçada,
rasgue o preconceito, minta pros alheios,
seja você mesmo quando você era pequeno,
onde sonhos eram seus melhores brinquedos.

lá de longe me vejo perto, mas estou incerto,
não gosto de concreto, show de areia vermelha,
que suja apenas por ser areia, preconceito da cabeça,
no mal eu vi a vitória, o fundo do poço palco da memória.

Sonhe mesmo que eles escorram pelos teus olhos, ócio,
forja a lucidez, acalma a embriagueis do eterno freguês,
enjoei, trabalharei, pagarei pelo o que é dado de graça,
a liberdade só esta em casa, farei do mundo minha parada...

Noite de inspiração...



Mudança mental, geral, a faxineira da moral,
bateu palmas na frente de meu quintal, tchau,
já vou, mochila nas costas, sonhos de esmolas,
dificuldades, quebra molas, contando historias.

Brinquei de ser grande, agora cresci num instante,
quem dera que a pena que escreveu tantas letras,
tivesse pena das almas que há tempos eu não vejo,
vivendo de medo, inspirarei velhos e novos acervos.

Deixarei minha marca no tempo, pois escrevi sentimentos,
Sentimentos que eu e você diariamente temos, anseios,
defeitos, qualidades e desejos, genialidade e burrice,
malandragem para fugir da mesmice,  minha doidice.

Método descoberto, mente ao novo mundo, céu aberto,
Levar a serio, poetar o gosto de ser sincero, livro aberto,
Cigarro natural, não necessário, mas enfim, sou moderno,
não falo de mim, não quero fama, só quero liberdade insana...

Sozinho por algum tempo...



Retiraram de dentro do corpo a alma de um louco,
E lá me achou, quem? Nem sei, só sei o que escutei,
voz da alma, acalma, fala conosco sem ter um rosto,
gosto de ralo, esgoto em verdes pastos, beijos de aço.

Salve a rua das historias boas e más, curandeiro dos chás,
a maloca desemboca a colheita da nova horta, cultura aflora,
lá se vai meus pensamentos de ser um bom patriota, idiota,
me fez cair fora, do buraco dos ratos, onde eu ficava calado.

Agora estou armado, estudo os fatos, ao som do João de barro,
meu Deus, rimei um nome de um belo passaro, agora eu disparo,
os versos vem como um ato mágico, tão fácil, me deixa calmo,
trilhas e linhas, cria e admira a obra feita com o dom de sentir a vida.

Desperdice o que te mostram e não aprenda o por que te esnobam,
seja você, seja o que você vê, se for ridículo? E daí? Desliga a TV,
vá ler, vá sentir o que tem de melhor dentro de você, você é o que crê,
do que adianta ser um sábio, se o pensamento de tocar vários lábios é pecado?

A vida é uma cultura...



Hoje é um novo dia, que antes de um minuto era ontem,
sem melodia por enquanto nos vamos, até quando?
Rasguei um pedaço de pano, cobri o rosto, bolei planos,
escrevo por tudo o que aprendi, estudo? É só o que eu vivi.

Cansei, sei que não conseguirei fazer todos sorrirem,
mas o cansaço me faz lembrar das lutas até aqui,
ainda luto para ser feliz, a mente presa vai dormir,
ao som das estrelas, abstrata beleza, eco da natureza.

Culturas e mais culturas, alterando o ser interior da criatura,
egos atrapalham a inteligência futura, atrasa a nova literatura,
a realidade cega os que não tem olhos para a liberdade expressa,
cheiro de merda, infesta e se manifesta para atordoar os Zé ruelas.

Lembrei do pé sujo, aquele que vivia pulando vários muros,
em sábado de Aleluia, roubar a galinha da Maria era a sina.
Tempo em que me divertia vendo a nostalgia da famosa rebeldia,
a vida ensina você a ter vida, abra os olhos, se concentre e sinta... 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Moleque de bobeira...



Da porta eu vejo a horta que nasci, lá tem ervas,
ervas que Deus plantou e que Maria colheu pro ateu.
Viagem lenta, de a pé, cantorias de cirandinhas,
a criança brinca, chuta latinha, vida triste e divertida.

Realidades enrustidas, enganadas por nossas mentes,
escolha suas sementes, plante-as e seja sorridente.
O molambo disse que é ser humano, ouçam os planos,
Leitura, poesia, revolução por todo canto, sem santos.

Cerveja em tempo quente, a mente esfria, mas tonteia,
desequilibra e organiza a livraria, reforma da alma viva.
Ah nostalgia, natureza vaporizada no céu da boca, solta,
a mente voa, os olhos vibram e os versos lá fora ecoam.

Sem batida, o barulho é mental, harmonia não natural,
bolinhas de gude, golzinho de chinelo, moleque esperto,
agora que crescemos temos medo de ficar pobres e velhos,
eu fico quieto, serio, dou risada com os dentes do meu cérebro... 

Pelos barrancos...



Saia mocado pra calar o certo e cantar o errado,
de noite é claro para os que estão acostumados.
Por isso o brilho dos teus olhos tem significado,
no canto tem uma santa que me deixa acordado.

Não sei se é pecado, vou honrando velhos calos,
construindo neurônios aloprados em duros cascos.
Sistema comprado, pé cortado e cansado, cactos,
resistente á separação das pétalas de nossas mentes.

Lá vem o vêm o fuxico, conversinhas de amigos,
pichações em muros vizinhos, frases de hinos.
Católicos, evangélicos, ateus, eu? Cada um com o seu,
na esquina apogeu, camiseta de político, catando alumínio.

Reforma do ninho, novos passarinhos, voam para o infinito,
não estamos sozinhos, o concerto da vida é tão desconsertado.
Rápido como rato, no esgoto esquecido, mas nunca parado,
movimento coordenado, salto, pois estou solto, não preocupado...

Um salve a Chico...



Revolucionar o pensar, poetar só pra animar,
embolar as palavras, queimar, prender e soltar.
Arquiteto sem formação, a rua cultural é a noção,
raízes profundas, que fazem brotar a nova geração.


Salve a informação, atualiza e antena a alienação,
confirma que uma mente só é mente quando sente,
que nada é consequente quando se esta consciente,
fugir do medo, pois ele esta logo a frente, sente-se.

Quieto eu falo muito, quando falo eu nem digo nada,
escuto o zumbi, e logo a nação chega pra tentar ser feliz.
Contrariando os ritmos, não interessa o que eu sinto,
Só importa o que eu digo, salve a nação e o eterno Chico.


Cravadas nas leis dos juizes, esta a minha diversão,
no errado dos homens eu vi a escolha para o certo.
Chico é influencia, suas rimas, sua frases de coerência,
aqui flutuam em minha cabeça, poesia é a nossa doença... 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coração surdo bate o Maracatu...



Ao som das batidas do coração, eu criei essa canção,
poema mudo, pensamento confuso, vivendo no absurdo.
Sub-mundo perdido e esquecido, falta de cultura, vacilo,
gíria não comunica, linguagem embriagada de forma mística.

Com os olhos da vida enxergo prédios, muros, favelas e vielas,
com os meus olhos vejo o por do sol, acreditando no guia estrelar,
Deus, Jeová, Jah, Adonai, tanto faz, é só sentir o bem que te faz,
se não crê não vê, se não acredita, como pode explicar meu escrever?

Impressionantes quadros vivos, em forma circular eu vejo a lua cheia,
cheia de energia que fortalece a natureza, tão calma e com suave destreza.
Olha o caminhar daquela estrela, sem pernas ela corre pra dentro da cabeça,
pra dentro da cabeça daquela outra estrela, agora sei que todas elas pensam.

Loucura é a altura que se pode chegar do precipício mental, induzido pelo normal,
revolta as pessoas, mas logo ás cegam com a ganância e a falta de moral, natural,
que não vem da natureza, é criada na parte podre de toda a mente de um ser pensante,o que somos não é medido pelo que temos, é medido por onde podemos levar e elevar os pensamentos... 

domingo, 23 de setembro de 2012

Pensamento sem nome


O que dizer de nossas mentes, crentes,
como eu consigo sentir o que tu sentes?
Como saber se sou do bem? Mal, indecente,
ou um safado que é um completo demente?

Livrai nos dos pecados, senhor dos abraços,
criador dos eternos laços, a lua e o espaço.
Eu preciso do espaço que não esta no espaço,
como um faminto que vê a comida no prato.

O que eu faço? O que eu conto para os otários?
Como eu posso me comunicar sem usar os lábios?
Como eu posso tornar-me um sábio sendo calado?
Duvidas, procuro respostas, onde faço as apostas?

Fossa, lugar das imundícies, dentro da superfície,
criada sem a mente propicia, formas não cilíndricas.
Estudo o que tu criticas, vejo os erros, faço os erros,
sofro e aprendo, crio sentimentos de mitos e escrevo.

Palavras que irão ficar gravadas no tempo, eu creio,
que todos os seus anseios possam voar contra o vento e
chegar ao ponto de não precisar mais de um travesseiro,
onde os sonhos serão de olhos abertos, vermelhos de amor.

Oh doce sabor, natureza com teu insuportável frio e calor,
venha comigo, pois meu sonho nunca foi ser um doutor,
eu escrevo somente pela minha razão, sentimento e emoção,
valorizo os sentimentos da mente que invadem o coração...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um mundo fora do mundo...



Feito de infinito, um belo verso da minha mente eu sempre tiro,
sem sentido é a posição de sentido, armas e dedos nos gatilhos.
De migalhas nos alimentam, sobrevivemos para servir nossa raça,
criadores de dores e pragas, não cairei em todas as suas lábias.

Criador do meu pensamento, tu estas ao lado esquerdo do meu peito,
no mais fundo da alma eu senti um forte vento, energia positiva,
como criança brincando no recreio, algo infantil fortalece o leito,
leito de suas lembranças, onde a sua alma profundamente descansa.

Inspirei, pensei em me mover em movimento, parado na linha tempo,
papel e caneta, rascunhando minhas culturas, meu próprio conhecimento.
Cravados no relento, indo e vindo, bem lento, desfilando em realejo,
idéias que irão se perder no vento, mas essas eu escrevo e não perco.

Circo de neurônios brincando de bolarem planos extras mundanos,
onde estamos, pra que estamos, minha fé vai ao limite de ser insano.
Que poderias fazer por mim? Julgar-me ou ajudar-me? Comece a pensar,
não adianta querer tentar imitar, inteligência é saber somar o amar...  

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Com os olhos do mundo...



O por do sol acalmando, a morena dançando,
lá vem ela, a mais bela, sereia em viva terra.
De raízes são suas pernas, natureza és donzela,
tu transmites cores únicas, enigmas em aquarelas.

senti em meu espírito impuro um pensamento desnudo,
imaginei teus lábios carnudos, eu não posso estar lúcido.
Atração, como teus pés no chão, segue as batidas do coração,
sem limite de tempo, eternizando o que não existe razão.

Lá vem ela, a rara perola, a sua paz é a paz que eleva,
quem se aproxima, dificilmente sai ileso e não peca.
Dominadora forma, estranha sombra e luz que te contorna,
desenho você no pensamento exatamente como é ai fora.

E morre mais uma arvore, para criar um pedacinho de cárcere,
Natureza em forma morena, a mais pura que neste mundo reina.
Contemplem a indecência, ela se apresenta em forma de pureza,
enquanto a morena se senta sobre a mesa e abre as penas para a pobreza...
  


Observação sobre a pintura acima: Pintura de Alexandre Segrégio.



http://www.alexandresegregio.art.br/ 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mundo sonhado...


Sonhando com um mundo aterrorizado,
pesadelos escritos em um rosto pálido.
Tatuado, eternamente marcado e calado,
Só quem o lê o entende, não vê, mas o sente.

Consciente inconsequente, erra, mas já não mente,
Pede perdão, ao dono que vai além da razão, unção.
Pequei novamente, plantei minha semente, tu sentes?
Não venha dizer que há preconceito em ser um crente?

Tentamos não ficar doente, mas há tantas doenças na gente,
perturbando nossas mentes, perseguindo formas de ser crente.
Botamos a culpa no diabo, pra ver se acalmamos os descrentes,
O sonho de todo o mundo é ser verdadeiramente um ser sorridente.

Nos acostumamos com o mal, mas ele sempre nos traz baixo astral,
Então sinta a sintonia que há no mundo, solte teu pensamento confuso.
O tempo é só um mero nome dado ao que nunca vai se contar para amar,
onde nada é marcado, nada se vende e nada é comprado, um mundo sonhado...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eu, o jovem e o velho...



A revolta esta à tona proclamando a insônia,
manhã ou madrugada, tanto faz, eu estou atoa.
Sentimentos internos, não há como não achar belo,
olhar uma paisagem, viajar no que é sincero.
E te juro que não tenho a mente de um velho,
velhos são sábios, e eu ainda estou amarrando o cadarço.

Jovens não pensam, jovens sonham, somos sonhadores,
caçadores de sentimentos, perturbados como fortes ventos.
Já dormi e não lembrei de como fui dormir, já acordei ao
lado de pessoas que eu me lembrava cada detalhe, cada sorrir.
Vou ver até onde eu vou imortalizar o meu silencioso sentir,
Aqui jaz um louco, que sempre esta tentando parar de mentir.

Mentir é algo extremamente do ser humano, minto para mim,
minto varias vezes, me engano para tentar ser feliz, consegui.
Hoje minha alma escreve, meus dedos trabalham o meu sorrir.
Não sou lúcido de nascença, busquei minha inspiração na natureza,
quando tudo faz sentido eu piro, ai busco mais duvidas, eu conspiro.

Sozinho, minha cabeça gira como um moinho, me sinto faminto,
sensação de paz, como se escutasse o cantar de vários passarinhos.
Viajei que o mundo fosse um pequenino ninho, cresci e vi a violência,
vi a justiça em forma de castigo, vi meus amigos aos poucos indo.
Sou sentimental, isso é anormal? O estranho sou eu pouco me foder,
para aqueles que não gostam de sentir, de verdadeiramente viver... 

sábado, 8 de setembro de 2012

O lado que odeia amar...



Se fosse para descrever o que eu sinto por você,
eu não conseguiria achar as palavras para te dizer,
um dia vou conquistar tudo que quero e eu te darei.
Todo o amor que aqui dentro eu sempre cultivei,
colherei, e enfim distribuirei para quem eu sonhei,
e que um dia do lado eu acordei, uma única vez.

Um dia, 24 horas que tu me fizeste perder a lucidez,
acidente que o destino sofreu e me fez tanto sofrer,
queria tanto voltar no tempo e te fazer sorrir meu bem.
Mas o impossível falou comigo, e me fez melhor ser,
tive que da forma mais difícil aprender e assim crescer,
escrevi esses versos pensando em você, tente entender.

Esse amor foi muito mais do que um beijo e transar, eu sei,
errei muitas vezes, te calei varias vezes, mas de você tinha sede.
Quando perto de tu eu estava, minha mente logo se excitava,
te tocava e você gostava, eu pecava e você sempre se calava.
Observadora da alma, pra ti eu ofereço uma salva de palmas,
pois tu sabia que na maioria, eu era a minoria que te acalmava.


Sempre vou te entender, no final desses versos eu sinto lhe dizer,
mas chegou o dia em que eu esqueci de nosso prazer, até mais,
um dia talvez eu volte a sofrer ao teu lado, viverei novos pecados,
desafiarei os sentimentos comuns do amor, não importa a dor.
Não morrerei de amor e sim por amor, a natureza ainda esta a meu favor,
e o vento sopra para meus pensamentos, o teu cheiro e teu adocicado sabor... 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Medo em harmonia...



Quando olho a lua eu sempre penso,
mas quando pego-me acordado, esqueço.
Voltando para o mundo dos desejos,
esquivando-se de antigos tormentos,
me pego novamente em devaneio lento,
calmo como o por do sol, leve como o vento.

A brisa da natureza faz me ver a realeza,
cercada de pobreza, matam sem sentir tristeza,
mas quando perdem, assumem o que realmente anseiam.
Taxados de bobos, por falsos, que só querem aplausos,
eu quero sossego, longe de tudo, mas não por ter medo,
sei o que é amar, sei qual é o gosto de alguns beijos.

Tememos ter medo, mas sem o medo não sobrevivemos,
a coragem vem da fonte de seus medos, de teu pensamento.
Os princípios são sempre os mesmos, pois foram os primeiros,
não deixe-se manipular, escute os estalos de meus dedos, acorde
e escute o acorde, a melodia em versos de um ser canabinoide,
lá se vai neurônios em potes, jogados no relento do tenta a sorte.

Pense bem por qual motivo eu te escrevo e decifro teus pensamentos,
quando chegar a conclusão, terás morrido sem ter me nem um apreço.
Com ignorância onde iremos, se com inteligência nada resolvemos?
Pra que tentar ser superior? Se for pra fingir, ao menos tente ser ator.
Mundo falso, mais da metade do que fazemos é julgado como errado,
não interessa a religião, o que ninguém me tira é acreditar na salvação...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O que é mesmo?



O que você quer ser?
O que você quer ler?
O que você quer aprender
antes que eles prendam você?

Aprenda o necessário, isso mesmo,
não saia do básico, permaneça calado.
Sonhe um sonho interrompido por desacato,
chegue um pouco mais e ande ao meu lado.

Veja os fatos que falo, não poeto atoa, eu carrego fardos,
do que adianta tentar ser um sábio? Para morrer na cruz
e ver a maioria de nossos irmãos cruzando os braços?
Meu Deus me perdoe, eu não consigo ficar calado.

Eu rastejo em ambiente árido, boca seca, rosto pálido.
Bad Trip das raízes, eu venho de outras superfícies,
não cultivo as mesmices da idolatrada disfarçada,
a babilônia não é um conto de fadas, eu lhe amo pátria amada... 


domingo, 19 de agosto de 2012

O que é pra ser seu, é seu!





Para que estou aqui? Vejo-me em um caminho sem fim,
onde tudo só é tudo quando se está aqui dentro de mim. 
Nunca me imaginei perto do fim, já sonhei que estive em ti,
criei desejos de pecados, que só são pecados quando tu dizes sim.

Se eu falasse o que eu sinto, certamente seria excomungado disto,
disto que chamamos de mundo, mas eu escondo de quase todos.
O único que sabe realmente meus pecados é Deus, não sou ateu,
sei que peco e simplesmente aceito de coração aberto, se sou certo? 

Não sei bem direito se sou um burro de pensar assim, ou se sinto orgulho por poder expressar os sentimentos que se passam aqui dentro de mim, escrevo sim. Sim eu digo para todos aqueles que não se alienam, que aqui não reinam e que saibam que somente somos peças pequenas, diante de tanta beleza, sendo destruída por nossa presença. 

Tenho tanto a falar e tenho o dobro pra pensar, me confundo, tenho que afrouxar os parafusos, para que com isso eu possa concertar o que aqui dentro de mim há, é o que há. E não há nada a ver por dentro de outros olhos, olhem com os seus, vejam por si os ateus, você sempre terá o que o Criador te prometeu, esse foi o pensamento que orei para ser seu...





sábado, 11 de agosto de 2012

Apenas embriagado por sonhos...



Fico pensando no imaginário,
Tentando ser o melhor mágico.
Aquele que sonha e realiza,
que pensa, fala, cria e se recria,
tudo pra mim agora é nostalgia.

Mãe, mãe minha e de todos,
Aquela que sempre esta conosco.
Escute-me e veja que estou convosco,
Mesmo assim continuo sendo um tolo,
que nunca se imaginou em um belo trono.

Mas a humildade é o meu melhor sentimento,
graças a ela eu posso sentir todos os lamentos,
de um mundo que nunca quer dobrar os joelhos.
Agradecer pela vida e pelo ar que se respira,
Olhar para o sol e dar bom dia ao nosso dia.

Agradecer por estar vivendo nossas vidas,
Viver de forma rítmica, em harmonia de poesia.
Respeitando o nosso criador em primeiro lugar,
tentando sempre no lugar dos outros se colocar
Respeitar, amar, raciocinar e ao criador louvar...

Não estamos aqui para simplesmente existir,
estamos aqui para resistir, insistir e progredir.
Tentando alcançar a famosa paz, sem explodir,
Tentando ser o que fazem as pessoas sorrirem.
Não sou palhaço e nunca consegui ficar calado...  

domingo, 5 de agosto de 2012

Sentindo o espirito...





Todos os dias eu penso que estou pronto.
Acordo um pouco tonto, lavo o meu rosto,
saia preguiça, não quero tu sobre meu corpo,
quem eu quero, quis me deixar mais louco.

Ainda não aprendi a voar, mas já estou quase a levitar.
Pensando muito no que sempre pensamos e atrasamos,
cheguei a conclusão que aqui não sou o único estranho,
resposta dita por um mundo insano, aprendi a ser humano.

O ego destrói laços, historias de gênios me enchem o saco.
Não sou um homem tão sábio, nem tenho o Dom de um mago,
mas procuro entender a lei do mundo, ignorando velhos fatos.
Busco a paz, mas ninguém me entende, ter respeito é ser descente.

A poesia é como a nascente de um rio, deságua para onde nem viu,
faz-me sentar e contar as estrelas até mil, era do bom, agora sumiu.
Desabrochou em meus versos, o jeito certo de ver o lado incerto,
criando rimas em ritmo lerdo, queimando neurônios em protestos.

Mas do que adianta ter irmãos, sem sermos unidos como uma nação?
Do que adianta ter um coração, se temos vergonha de darmos as mãos?
Destruir a vergonha e o preconceito, é uma das coisas que eu mais anseio.
A cada queda eu me levanto, não fico pelos cantos aos prantos, eu só ando... 



domingo, 22 de julho de 2012

Me livro, escrevendo a cada dia um pedacinho de meu livro...



E tudo que eu sempre sonhei, é o que ainda sonho.
Por enquanto, tem tanto, um tanto tão enorme,
que não há santos para purificar a nossa sorte,
esnobe, cansei de brincar de ser homem forte.

Mas não sou tão fraco, a minha fé não me permite.
Ao menos que o futuro ultrapasse o presente e o hesite-o,
talvez eu seja um pouco promiscuo, um pouco louco.
Mas não admito me ofenderem de tosco, pois sou solto.

Eu moro no calabouço, até hoje conheço o fundo do poço,
Mas sempre tentei ser um bom moço, mesmo estando tonto.
Confuso, ordenando o mundo aos poucos, apertando parafusos frouxos,
Sendo criticado pela maioria do povo, minha mente desenha o seu rosto.

Todos os rostos, formados por um simples esboço, tudo para sentir o gosto,
gostosuras ou travessuras? Tanto faz a merda, se é merda, então nada muda.
O que eu faço para tentar entrar e aceitar essa loucura? Eu tentei, mas não sei,
não sei como fazer, eu tento fazer poesia para tentar te esquecer, mas agora eu simplesmente lembrei e me senti tão bem, vamos lá, digamos amém....