sábado, 16 de junho de 2012

ENILA²


Um dia eu te expliquei,
e isso pra mim eu gravei
Expliquei-te, o que eu sei.
A forma que sempre pensei.

Eu confesso, eu já te neguei,
mas não foi assim que sonhei.
Não posso fazer voltar o tempo.
Não posso apagar meus erros.

O que eu aprendi nunca vai ter preço.
Até hoje por ti tenho enorme apreço,
aprendi a conter o meu grande desespero,
seu amor me fez sorrir em frente ao espelho.

Todos os dias eu procura sentir teus beijos,
pois, depois que perdi eles aprendi a andar direito.
Caminhar rumo ao epicentro, sem ter nenhum medo,
Cortejando o meu conhecimento e acertando com os velhos erros... 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Versei...



Fúria e luxuria, amor e desenvoltura.
Cobiça, ganância, loucura sem cura.
Fruta divina e pura, longas tonturas,
sair do espírito santo é coisa absurda

Sou do mundo, pois sou filho do universo.
Universo paralelo, não entra família ou credo.
Sozinho eu faço meus confusos e eternos versos,
gravados em minha alma, gravuras em alto relevo.

Como dizia Tim Maia, “Eu quero é sossego”.
Deitar sem se quer usar lençol e um travesseiro,
onde as pessoas não dependeriam de dinheiro.
Só sonhariam em ser bons amigos e companheiros

O mundo está amaldiçoado, e eu também como filho do mesmo.
Mas eu não aceito, eu ainda sonho em acabar com os pesadelos,
Tornar meus sonhos verdadeiros, realizar todos meus desejos.
E se eu falhar? Quem sabe um dia alguém continue o que não terminei... 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ondas minhas...





Místico, lírico, difícil de ser compreendido.
Ao caos em meio à busca da perfeição sagrada,
que sangra, que sana, alçapão de mente insana,
recriminam quem ama, mas pensam ao deitar na cama.

Expandir a mente com apenas algumas sementes,
inovar o modo de pensar para modo livre e descente.
Sentir a brisa do vento e esquecer o maldito tempo
Para achar o paraíso? Tem que se abrir o coração para senti-lo.

Ainda acho minha chave, e prometo a você rapidamente abri-lo.
Não ia colocar a palavra “Minha”, mas daí a poesia ia parecer
não sendo tão “intima”. Estranho nos acharmos estranhos, não
posso esquecer-me dos que se acham anjos e santos.

Eu ao menos agradeço, eu ainda desobedeço, mas eu sou alheio.
Quem me julga, nem se quer perturba minha primata loucura.
Se pensar em tentar secar a minha forma de amar, uma guerra
a si próprio ira armar. Ondas minhas ainda continuam a me afogar... 



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Enquanto isso...



Grotesca saliência de vossa sapiência
Cabeça gigantesca de nossa natureza
Raízes cruéis não aceitam todos os fieis
O mundo quer que ajoelhemos aos seus pés

Ajoelhar, só se for pra continuar a caminhar
Sem destino, sem noção de perigo, sem abrigo
Sem nada e com nada, força, fé e foda-se a estrada
Caminhos da mente de uma longa e difícil jornada

Vou ter que parar de dar minhas risadas sarcásticas
Em um mundo onde as idéias novas são metralhadas
Guerras urbanas de pensadores, quem vence é a ignorância
Maldita herança que a antiga liderança sempre explana

Mas quem já esteve na lama, sabe quem é que realmente engana
Odeio pensar de forma profana, agradeço a Deus por perdoar a quem ama
Penso e não existo, se incomodam? É fácil, censure todas as criaturas
Não deixem que pensem de forma absurda, afinal, já se foi à ditadura... 

sábado, 2 de junho de 2012

"Um punhado de erva"...




Como grão de areia escorrendo pelo vão dos dedos
Os dias se passam e não vejo tristeza em meu leito
Quando me deito apago, pisco os olhos só em sonhos
Confuso pensamento medonho, mas nunca tristonho

A historia faz parte da estória, é só mudança de escrita
Vice e versa, fabulas de vidas sinceras, real e discreta
Secreta, o mistério que corre nas veias trazem sequelas
Jamais imaginaria que milhões de pessoas viveriam novelas

Fico triste pela realidade do vice e versa, resposta certa?
Não complico, o sentido figurado sempre será meu amigo
Enxergai com os olhos cruéis de nossos sinceros fieis
O dizimo realmente deixa a pessoa mais forte de espírito?

Não fazemos arte, nós somos a arte, admirando o fim de tarde
Olhemos pra cima, oremos, pois temos tantos dias de nostalgia
A planta carnívora chamada ser humano, por que sempre pecamos?
O que é pecado? Nunca vamos saber se só sermos eternos calados... 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Velha poesia do ancião...


Aquele velho mancador sagaz, pra frente sempre vai

Aquele novo sonhador audaz, tão capaz de se libertar
Das maldades do mundo, sou a pureza em meio o absurdo
Revolucionar o mundo, com letras e versos nem tão confusos
O velho pensador, sagaz, sonhador, vive sonhando com o amor
Elogia a falha, com a mesma se aperfeiçoa e sempre atrapalha

Trapalhão ancião, que em rimas busca paz para nossa nação
Não sou acostumado a julgar qualquer uma noção de razão
O bem estar está em algum lugar, então vamos lá buscar
Sem medo de errar, amar, perdoar, e até mesmo falhar
O ancião senhor do sermão, crê em Deus, salvador de paixão
A opinião moral misturada com água e sal, formula do mal

O velho que quando novo, acreditava em seres duendes
Hoje ele vê o mundo inteiro infestado de pessoas doentes
A fabula se torna velha e o pensador se torna mais novo
Onde estão os bons costumes de todo o nosso lindo povo
Velho ignorante, não é acostumado a ser tão bom semblante
Admira na natureza o por do sol e a luz da lua inspirarem poemas

O velho ancião, mancador, sonhador, morrerá sem sentir dor
Pois na poesia da vida, viveu sem fingir, sem ser um ator
Descansa a mente através do que sente, vê através de suas lentes
É raro o ancião mostrar seus dentes, mas vive feliz e contente
Poetando para um mar de gente, sempre plantando suas sementes
O velho encantador de mentes, não se contenta em ser somente crente

Ele saiu de mala e cuia, procurando a paz na mais certa forma de conduta
Não penteava o cabelo, andava descalço, a vida o tornou um grande guerreiro
Não tinha mais medo, fazia brinquedos de seus pesadelos, um poeta alheio
Solto das algemas mundanas, faz sempre o que sua mãe natureza manda
Ele não comanda, só anda, velho ancião que por onde passa sempre profana
Será que Deus ainda me ama? Oxalá, Jah, Jeová, me desculpe por eu pecar... 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Pensamento do dia" (Para um amanhã melhor).



Pra que tanto cimento nesse mundo
As florestas morrendo é um absurdo
Sou só eu aqui que continuo muito confuso?
Tentando entender as razões disso tudo

Se eu fosse falar tudo que penso, eu iria
acabar cometendo velhos erros. Falo o que sei,
e o que não sei também, mas procuro entender
Tudo aquilo que vai muito além.

Todo dia é um amém para o meu bem, e para
o seu bem também.
Enquanto você complica, eu dichavo o meu zen.
Oro e rezo para tentar ser um melhor alguém

A arte de tentar ser ninguém me ajuda e eu sei.
Acreditar nos sonhos sem derrubar você, criar
sentimentos de coragem para enfrentar nossos medos.
Tentarei fazer de tudo para realizar meus simples desejos.

E isso eu prometo a mim mesmo...