sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pesadelos...


Saudades do que não tenho
Orei para o senhor do tempo
Para não esquecer teus tentos
Aquele que viaja com o vento

Conquistador dos teus desejos
Sonhador com tantos medos
Um pecador e seus tormentos
A historia de simples pensamentos

Nunca irá se acabar o que não começou
A escrita irá dominar o que nem te tocou
Em simples palavras meu coração soprou
As palavras que não foram ditas a tu chegou

Quero que saiba que não vou ser um perdedor
Nem mesmo sonho em ser um grande vencedor
Só quero descobrir e distribuir muito mais amor
Nessa terra imunda e cheia de sonhos de terror...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"Eu definitivamente não presto"



O poeta sente, o poeta menti
Ele é crente, ele é descrente
Ele chora, ele ri, tenho dó de mim
Sou perverso com amor sem fim

Passado eu asso cobrindo com aço
Eu sofro e não esqueço, eu acho
Eu me acabo, reergo-me calado
Ninguém sabe de meus fracassos

Entre em minha vida e se torne astro
Como a lua, que chora ao me ver sorrir triste
Eu penso no que é certo, no errado que existe
Eu te amo, eu te odeio, ainda mais quando te leio

Minutos são poucos, eles me acham louco
Aqueles mesmos que me acham um bobo
Eu faço festa, se duvidar até te faço um bolo
Eu rimo, eu verso, eu sou tudo aquilo que detesto...

"Eu definitivamente não presto"

sábado, 24 de dezembro de 2011

"SóMente"


O que me infesta é o que desinfeta
A alma suja de um ser que é poeta
Sou eu o rapaz que quer mudar o mundo?
Sou o inútil, o absurdo, um fraco imundo

Olho para meus olhos sem precisar de espelhos
Vejo um mundo imenso, cheio de tormentos
O desespero reflete nesse espelho, são meus olhos?
Eu nunca fui bom, mas serei bom a quem gosto

Os que eu não gosto sinto raiva, mas me importo
E isso quer dizer que sempre te darei meu colo
A força da força é o que me afronta, me soma
Eu faço, desfaço, refaço, chego e me amarro

Estou preso nos versos que estão parados
Na linha do tempo, só me movo quando há vento
Eu sinto a brisa e logo surgem os pensamentos
Escrevo, e te ofereço esse meu eterno berço...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Só dois tragos e o estrago...



A cada passo é um estrago
Perco-me em vários pecados
Entre traços, linhas e tragos
Moldo-te como um belo vaso

Escultura na mente eu faço
Sua forma princesa, eu laço
Só acredito se forem fatos
O amor me deu um abraço

Se foi e nem sei com que foi
Só sei que um maluco yo soy
Não espero, mas eu te quero
Natureza volte para meus versos

Aqui meu tempo é eterno
Sou malandro e uso terno
Tento andar no lado certo
Os erros me fazem ir reto...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Escrevo para sentir vocês...



Das entranhas do mundo
Sou menino, sou maluco
Eu brinco de ser graúdo
Sou fraco, mas não fútil

Eu finjo bem ser absurdo
Só não gosto de ficar mudo
Eu me calo ao teu gerúndio
Ramificação e seus fluidos

Não verso ao inverso de ti
Eu oro e peço para ser feliz
Ao teu lado vai me sentir
Não entendo o final assim

Compulsório e obrigatório
Eu sigo o tempo contraditório
Eu sou o centro desse auditório
A mente faz show ao ilusório

E ainda rolam pedras da ribanceira
Em meus sonhos caem na cabeça
Às vezes tonteia, até mesmo chateia
Eu sigo o instinto da mãe natureza...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Você aqui dentro...



Lá naquelas águas de lagrimas
Vi-te sorrindo de coisas chatas
Percebi teus erros e teus acertos
Eu sou o teu errado e tenho medo

Largou-me aqui sozinho para nada
Descobri o significado da vida chata
Sonhei acordado em ser teus sonhos
Hoje vejo como fui um pobre tolo

A cada mergulho que dou em palavras
Os versos saem de forma triste e abstrata
Ainda estou em pé, sou teu Zé, tu me quer?
O ninguém que escreve por amor e fé

Espero-te, te quero, nem sou daqui, certo?
Acho que nem mesmo existi em tal credo
Creio no meu senhor universo, rico e belo
Inspiração eu sinto caminhando nesses versos...

Lá para o poente eu escrevo, crio calos nos dedos
Sempre confessei que sou imperfeito e aceito
Sinceramente, meu batimento do coração é tenso
Paro para pensar em parar, mas vejo-te passar

Deixar-te-ei ir e caminhar para seu tão valioso lar
Onde a morte também vai chegar e te abraçar
E nem lá vou poder estar, muito menos te amar
Nem simples orar, Nem calmo eu te amo falar...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Iluminado por letras...



 Com afago me afogo
No poço do desgosto
Contorço-me e corro
Sou verme, sou nojo

Parasita da própria vida
Ando a noite e de dia
Jamais a mente esvazia
Transbordo demagogias

Verso criado na esquina
Onde meu eu ali morria
A minha morte morrida
Palavra sem nexo fazia

Expliquei que sei confundir
Apenas pra ganhar teu sorrir
Se fingir, mentir, tu irás cair
Eu sou o precipício do fim...