sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Semeando a mente...



Explore, crie desordem,
e depois coloque ordem.
Sorte, ainda tem um pote,
cheio de vida e morte.

Chamam de belo mundo,
e conhecemos um único,
cheios de si, nada toca em mim,
nem sabemos o que é o fim.

Mesmo assim ainda sorriem,
choram até que o mundo silencie,
perdas e tristezas, normal na natureza,
o inferno escrito dentro de nossas cabeças.

Surpresa! Mente fechada, nem tenta,
Quem sou eu pra falar do Deus da natureza,
nem sei explicar o que tenho dentro da cabeça,
confusão para colocar em ordem essas letras... 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Raízes sangrentas...



Etnias, e eu aqui com a minha,
vida bem dita, só sendo vivida.
Criada com harmonia, sintonia,
sendo escrita em poucas linhas.

Viajo parado, sentado, calado,
a mente em órbita, mas sórdida.
Meditação do cabeça de abóbora,
a mente sempre esteve solta lá fora.

Onde? Como? Por que, porque o que?
Regras, limitações que aqui não existem,
a mente elabora o plano longe da mesmice,
doutrinas cínicas, eu não prego essas rimas.

Climas, vibrações, pontos de exclamações,
atenção, crie tua argumentação com o coração,
humanos, simples mortais, egos de imortais,
e eu aqui, abro a porta e minha mente sai...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Apenas o começo...



Palavras sábias, medir as palavras,
eu te amo são apenas três palavras,
o sentimento que tu colhe dissolve,
não se resolve com cálculos, aborde.

Se solte, dance a dança bizarra na calçada,
rasgue o preconceito, minta pros alheios,
seja você mesmo quando você era pequeno,
onde sonhos eram seus melhores brinquedos.

lá de longe me vejo perto, mas estou incerto,
não gosto de concreto, show de areia vermelha,
que suja apenas por ser areia, preconceito da cabeça,
no mal eu vi a vitória, o fundo do poço palco da memória.

Sonhe mesmo que eles escorram pelos teus olhos, ócio,
forja a lucidez, acalma a embriagueis do eterno freguês,
enjoei, trabalharei, pagarei pelo o que é dado de graça,
a liberdade só esta em casa, farei do mundo minha parada...

Noite de inspiração...



Mudança mental, geral, a faxineira da moral,
bateu palmas na frente de meu quintal, tchau,
já vou, mochila nas costas, sonhos de esmolas,
dificuldades, quebra molas, contando historias.

Brinquei de ser grande, agora cresci num instante,
quem dera que a pena que escreveu tantas letras,
tivesse pena das almas que há tempos eu não vejo,
vivendo de medo, inspirarei velhos e novos acervos.

Deixarei minha marca no tempo, pois escrevi sentimentos,
Sentimentos que eu e você diariamente temos, anseios,
defeitos, qualidades e desejos, genialidade e burrice,
malandragem para fugir da mesmice,  minha doidice.

Método descoberto, mente ao novo mundo, céu aberto,
Levar a serio, poetar o gosto de ser sincero, livro aberto,
Cigarro natural, não necessário, mas enfim, sou moderno,
não falo de mim, não quero fama, só quero liberdade insana...

Sozinho por algum tempo...



Retiraram de dentro do corpo a alma de um louco,
E lá me achou, quem? Nem sei, só sei o que escutei,
voz da alma, acalma, fala conosco sem ter um rosto,
gosto de ralo, esgoto em verdes pastos, beijos de aço.

Salve a rua das historias boas e más, curandeiro dos chás,
a maloca desemboca a colheita da nova horta, cultura aflora,
lá se vai meus pensamentos de ser um bom patriota, idiota,
me fez cair fora, do buraco dos ratos, onde eu ficava calado.

Agora estou armado, estudo os fatos, ao som do João de barro,
meu Deus, rimei um nome de um belo passaro, agora eu disparo,
os versos vem como um ato mágico, tão fácil, me deixa calmo,
trilhas e linhas, cria e admira a obra feita com o dom de sentir a vida.

Desperdice o que te mostram e não aprenda o por que te esnobam,
seja você, seja o que você vê, se for ridículo? E daí? Desliga a TV,
vá ler, vá sentir o que tem de melhor dentro de você, você é o que crê,
do que adianta ser um sábio, se o pensamento de tocar vários lábios é pecado?

A vida é uma cultura...



Hoje é um novo dia, que antes de um minuto era ontem,
sem melodia por enquanto nos vamos, até quando?
Rasguei um pedaço de pano, cobri o rosto, bolei planos,
escrevo por tudo o que aprendi, estudo? É só o que eu vivi.

Cansei, sei que não conseguirei fazer todos sorrirem,
mas o cansaço me faz lembrar das lutas até aqui,
ainda luto para ser feliz, a mente presa vai dormir,
ao som das estrelas, abstrata beleza, eco da natureza.

Culturas e mais culturas, alterando o ser interior da criatura,
egos atrapalham a inteligência futura, atrasa a nova literatura,
a realidade cega os que não tem olhos para a liberdade expressa,
cheiro de merda, infesta e se manifesta para atordoar os Zé ruelas.

Lembrei do pé sujo, aquele que vivia pulando vários muros,
em sábado de Aleluia, roubar a galinha da Maria era a sina.
Tempo em que me divertia vendo a nostalgia da famosa rebeldia,
a vida ensina você a ter vida, abra os olhos, se concentre e sinta... 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Moleque de bobeira...



Da porta eu vejo a horta que nasci, lá tem ervas,
ervas que Deus plantou e que Maria colheu pro ateu.
Viagem lenta, de a pé, cantorias de cirandinhas,
a criança brinca, chuta latinha, vida triste e divertida.

Realidades enrustidas, enganadas por nossas mentes,
escolha suas sementes, plante-as e seja sorridente.
O molambo disse que é ser humano, ouçam os planos,
Leitura, poesia, revolução por todo canto, sem santos.

Cerveja em tempo quente, a mente esfria, mas tonteia,
desequilibra e organiza a livraria, reforma da alma viva.
Ah nostalgia, natureza vaporizada no céu da boca, solta,
a mente voa, os olhos vibram e os versos lá fora ecoam.

Sem batida, o barulho é mental, harmonia não natural,
bolinhas de gude, golzinho de chinelo, moleque esperto,
agora que crescemos temos medo de ficar pobres e velhos,
eu fico quieto, serio, dou risada com os dentes do meu cérebro...