terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pelos barrancos...



Saia mocado pra calar o certo e cantar o errado,
de noite é claro para os que estão acostumados.
Por isso o brilho dos teus olhos tem significado,
no canto tem uma santa que me deixa acordado.

Não sei se é pecado, vou honrando velhos calos,
construindo neurônios aloprados em duros cascos.
Sistema comprado, pé cortado e cansado, cactos,
resistente á separação das pétalas de nossas mentes.

Lá vem o vêm o fuxico, conversinhas de amigos,
pichações em muros vizinhos, frases de hinos.
Católicos, evangélicos, ateus, eu? Cada um com o seu,
na esquina apogeu, camiseta de político, catando alumínio.

Reforma do ninho, novos passarinhos, voam para o infinito,
não estamos sozinhos, o concerto da vida é tão desconsertado.
Rápido como rato, no esgoto esquecido, mas nunca parado,
movimento coordenado, salto, pois estou solto, não preocupado...

Um salve a Chico...



Revolucionar o pensar, poetar só pra animar,
embolar as palavras, queimar, prender e soltar.
Arquiteto sem formação, a rua cultural é a noção,
raízes profundas, que fazem brotar a nova geração.


Salve a informação, atualiza e antena a alienação,
confirma que uma mente só é mente quando sente,
que nada é consequente quando se esta consciente,
fugir do medo, pois ele esta logo a frente, sente-se.

Quieto eu falo muito, quando falo eu nem digo nada,
escuto o zumbi, e logo a nação chega pra tentar ser feliz.
Contrariando os ritmos, não interessa o que eu sinto,
Só importa o que eu digo, salve a nação e o eterno Chico.


Cravadas nas leis dos juizes, esta a minha diversão,
no errado dos homens eu vi a escolha para o certo.
Chico é influencia, suas rimas, sua frases de coerência,
aqui flutuam em minha cabeça, poesia é a nossa doença... 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coração surdo bate o Maracatu...



Ao som das batidas do coração, eu criei essa canção,
poema mudo, pensamento confuso, vivendo no absurdo.
Sub-mundo perdido e esquecido, falta de cultura, vacilo,
gíria não comunica, linguagem embriagada de forma mística.

Com os olhos da vida enxergo prédios, muros, favelas e vielas,
com os meus olhos vejo o por do sol, acreditando no guia estrelar,
Deus, Jeová, Jah, Adonai, tanto faz, é só sentir o bem que te faz,
se não crê não vê, se não acredita, como pode explicar meu escrever?

Impressionantes quadros vivos, em forma circular eu vejo a lua cheia,
cheia de energia que fortalece a natureza, tão calma e com suave destreza.
Olha o caminhar daquela estrela, sem pernas ela corre pra dentro da cabeça,
pra dentro da cabeça daquela outra estrela, agora sei que todas elas pensam.

Loucura é a altura que se pode chegar do precipício mental, induzido pelo normal,
revolta as pessoas, mas logo ás cegam com a ganância e a falta de moral, natural,
que não vem da natureza, é criada na parte podre de toda a mente de um ser pensante,o que somos não é medido pelo que temos, é medido por onde podemos levar e elevar os pensamentos... 

domingo, 23 de setembro de 2012

Pensamento sem nome


O que dizer de nossas mentes, crentes,
como eu consigo sentir o que tu sentes?
Como saber se sou do bem? Mal, indecente,
ou um safado que é um completo demente?

Livrai nos dos pecados, senhor dos abraços,
criador dos eternos laços, a lua e o espaço.
Eu preciso do espaço que não esta no espaço,
como um faminto que vê a comida no prato.

O que eu faço? O que eu conto para os otários?
Como eu posso me comunicar sem usar os lábios?
Como eu posso tornar-me um sábio sendo calado?
Duvidas, procuro respostas, onde faço as apostas?

Fossa, lugar das imundícies, dentro da superfície,
criada sem a mente propicia, formas não cilíndricas.
Estudo o que tu criticas, vejo os erros, faço os erros,
sofro e aprendo, crio sentimentos de mitos e escrevo.

Palavras que irão ficar gravadas no tempo, eu creio,
que todos os seus anseios possam voar contra o vento e
chegar ao ponto de não precisar mais de um travesseiro,
onde os sonhos serão de olhos abertos, vermelhos de amor.

Oh doce sabor, natureza com teu insuportável frio e calor,
venha comigo, pois meu sonho nunca foi ser um doutor,
eu escrevo somente pela minha razão, sentimento e emoção,
valorizo os sentimentos da mente que invadem o coração...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um mundo fora do mundo...



Feito de infinito, um belo verso da minha mente eu sempre tiro,
sem sentido é a posição de sentido, armas e dedos nos gatilhos.
De migalhas nos alimentam, sobrevivemos para servir nossa raça,
criadores de dores e pragas, não cairei em todas as suas lábias.

Criador do meu pensamento, tu estas ao lado esquerdo do meu peito,
no mais fundo da alma eu senti um forte vento, energia positiva,
como criança brincando no recreio, algo infantil fortalece o leito,
leito de suas lembranças, onde a sua alma profundamente descansa.

Inspirei, pensei em me mover em movimento, parado na linha tempo,
papel e caneta, rascunhando minhas culturas, meu próprio conhecimento.
Cravados no relento, indo e vindo, bem lento, desfilando em realejo,
idéias que irão se perder no vento, mas essas eu escrevo e não perco.

Circo de neurônios brincando de bolarem planos extras mundanos,
onde estamos, pra que estamos, minha fé vai ao limite de ser insano.
Que poderias fazer por mim? Julgar-me ou ajudar-me? Comece a pensar,
não adianta querer tentar imitar, inteligência é saber somar o amar...  

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Com os olhos do mundo...



O por do sol acalmando, a morena dançando,
lá vem ela, a mais bela, sereia em viva terra.
De raízes são suas pernas, natureza és donzela,
tu transmites cores únicas, enigmas em aquarelas.

senti em meu espírito impuro um pensamento desnudo,
imaginei teus lábios carnudos, eu não posso estar lúcido.
Atração, como teus pés no chão, segue as batidas do coração,
sem limite de tempo, eternizando o que não existe razão.

Lá vem ela, a rara perola, a sua paz é a paz que eleva,
quem se aproxima, dificilmente sai ileso e não peca.
Dominadora forma, estranha sombra e luz que te contorna,
desenho você no pensamento exatamente como é ai fora.

E morre mais uma arvore, para criar um pedacinho de cárcere,
Natureza em forma morena, a mais pura que neste mundo reina.
Contemplem a indecência, ela se apresenta em forma de pureza,
enquanto a morena se senta sobre a mesa e abre as penas para a pobreza...
  


Observação sobre a pintura acima: Pintura de Alexandre Segrégio.



http://www.alexandresegregio.art.br/ 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mundo sonhado...


Sonhando com um mundo aterrorizado,
pesadelos escritos em um rosto pálido.
Tatuado, eternamente marcado e calado,
Só quem o lê o entende, não vê, mas o sente.

Consciente inconsequente, erra, mas já não mente,
Pede perdão, ao dono que vai além da razão, unção.
Pequei novamente, plantei minha semente, tu sentes?
Não venha dizer que há preconceito em ser um crente?

Tentamos não ficar doente, mas há tantas doenças na gente,
perturbando nossas mentes, perseguindo formas de ser crente.
Botamos a culpa no diabo, pra ver se acalmamos os descrentes,
O sonho de todo o mundo é ser verdadeiramente um ser sorridente.

Nos acostumamos com o mal, mas ele sempre nos traz baixo astral,
Então sinta a sintonia que há no mundo, solte teu pensamento confuso.
O tempo é só um mero nome dado ao que nunca vai se contar para amar,
onde nada é marcado, nada se vende e nada é comprado, um mundo sonhado...