quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Apenas o começo...



Palavras sábias, medir as palavras,
eu te amo são apenas três palavras,
o sentimento que tu colhe dissolve,
não se resolve com cálculos, aborde.

Se solte, dance a dança bizarra na calçada,
rasgue o preconceito, minta pros alheios,
seja você mesmo quando você era pequeno,
onde sonhos eram seus melhores brinquedos.

lá de longe me vejo perto, mas estou incerto,
não gosto de concreto, show de areia vermelha,
que suja apenas por ser areia, preconceito da cabeça,
no mal eu vi a vitória, o fundo do poço palco da memória.

Sonhe mesmo que eles escorram pelos teus olhos, ócio,
forja a lucidez, acalma a embriagueis do eterno freguês,
enjoei, trabalharei, pagarei pelo o que é dado de graça,
a liberdade só esta em casa, farei do mundo minha parada...

Noite de inspiração...



Mudança mental, geral, a faxineira da moral,
bateu palmas na frente de meu quintal, tchau,
já vou, mochila nas costas, sonhos de esmolas,
dificuldades, quebra molas, contando historias.

Brinquei de ser grande, agora cresci num instante,
quem dera que a pena que escreveu tantas letras,
tivesse pena das almas que há tempos eu não vejo,
vivendo de medo, inspirarei velhos e novos acervos.

Deixarei minha marca no tempo, pois escrevi sentimentos,
Sentimentos que eu e você diariamente temos, anseios,
defeitos, qualidades e desejos, genialidade e burrice,
malandragem para fugir da mesmice,  minha doidice.

Método descoberto, mente ao novo mundo, céu aberto,
Levar a serio, poetar o gosto de ser sincero, livro aberto,
Cigarro natural, não necessário, mas enfim, sou moderno,
não falo de mim, não quero fama, só quero liberdade insana...

Sozinho por algum tempo...



Retiraram de dentro do corpo a alma de um louco,
E lá me achou, quem? Nem sei, só sei o que escutei,
voz da alma, acalma, fala conosco sem ter um rosto,
gosto de ralo, esgoto em verdes pastos, beijos de aço.

Salve a rua das historias boas e más, curandeiro dos chás,
a maloca desemboca a colheita da nova horta, cultura aflora,
lá se vai meus pensamentos de ser um bom patriota, idiota,
me fez cair fora, do buraco dos ratos, onde eu ficava calado.

Agora estou armado, estudo os fatos, ao som do João de barro,
meu Deus, rimei um nome de um belo passaro, agora eu disparo,
os versos vem como um ato mágico, tão fácil, me deixa calmo,
trilhas e linhas, cria e admira a obra feita com o dom de sentir a vida.

Desperdice o que te mostram e não aprenda o por que te esnobam,
seja você, seja o que você vê, se for ridículo? E daí? Desliga a TV,
vá ler, vá sentir o que tem de melhor dentro de você, você é o que crê,
do que adianta ser um sábio, se o pensamento de tocar vários lábios é pecado?

A vida é uma cultura...



Hoje é um novo dia, que antes de um minuto era ontem,
sem melodia por enquanto nos vamos, até quando?
Rasguei um pedaço de pano, cobri o rosto, bolei planos,
escrevo por tudo o que aprendi, estudo? É só o que eu vivi.

Cansei, sei que não conseguirei fazer todos sorrirem,
mas o cansaço me faz lembrar das lutas até aqui,
ainda luto para ser feliz, a mente presa vai dormir,
ao som das estrelas, abstrata beleza, eco da natureza.

Culturas e mais culturas, alterando o ser interior da criatura,
egos atrapalham a inteligência futura, atrasa a nova literatura,
a realidade cega os que não tem olhos para a liberdade expressa,
cheiro de merda, infesta e se manifesta para atordoar os Zé ruelas.

Lembrei do pé sujo, aquele que vivia pulando vários muros,
em sábado de Aleluia, roubar a galinha da Maria era a sina.
Tempo em que me divertia vendo a nostalgia da famosa rebeldia,
a vida ensina você a ter vida, abra os olhos, se concentre e sinta... 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Moleque de bobeira...



Da porta eu vejo a horta que nasci, lá tem ervas,
ervas que Deus plantou e que Maria colheu pro ateu.
Viagem lenta, de a pé, cantorias de cirandinhas,
a criança brinca, chuta latinha, vida triste e divertida.

Realidades enrustidas, enganadas por nossas mentes,
escolha suas sementes, plante-as e seja sorridente.
O molambo disse que é ser humano, ouçam os planos,
Leitura, poesia, revolução por todo canto, sem santos.

Cerveja em tempo quente, a mente esfria, mas tonteia,
desequilibra e organiza a livraria, reforma da alma viva.
Ah nostalgia, natureza vaporizada no céu da boca, solta,
a mente voa, os olhos vibram e os versos lá fora ecoam.

Sem batida, o barulho é mental, harmonia não natural,
bolinhas de gude, golzinho de chinelo, moleque esperto,
agora que crescemos temos medo de ficar pobres e velhos,
eu fico quieto, serio, dou risada com os dentes do meu cérebro... 

Pelos barrancos...



Saia mocado pra calar o certo e cantar o errado,
de noite é claro para os que estão acostumados.
Por isso o brilho dos teus olhos tem significado,
no canto tem uma santa que me deixa acordado.

Não sei se é pecado, vou honrando velhos calos,
construindo neurônios aloprados em duros cascos.
Sistema comprado, pé cortado e cansado, cactos,
resistente á separação das pétalas de nossas mentes.

Lá vem o vêm o fuxico, conversinhas de amigos,
pichações em muros vizinhos, frases de hinos.
Católicos, evangélicos, ateus, eu? Cada um com o seu,
na esquina apogeu, camiseta de político, catando alumínio.

Reforma do ninho, novos passarinhos, voam para o infinito,
não estamos sozinhos, o concerto da vida é tão desconsertado.
Rápido como rato, no esgoto esquecido, mas nunca parado,
movimento coordenado, salto, pois estou solto, não preocupado...

Um salve a Chico...



Revolucionar o pensar, poetar só pra animar,
embolar as palavras, queimar, prender e soltar.
Arquiteto sem formação, a rua cultural é a noção,
raízes profundas, que fazem brotar a nova geração.


Salve a informação, atualiza e antena a alienação,
confirma que uma mente só é mente quando sente,
que nada é consequente quando se esta consciente,
fugir do medo, pois ele esta logo a frente, sente-se.

Quieto eu falo muito, quando falo eu nem digo nada,
escuto o zumbi, e logo a nação chega pra tentar ser feliz.
Contrariando os ritmos, não interessa o que eu sinto,
Só importa o que eu digo, salve a nação e o eterno Chico.


Cravadas nas leis dos juizes, esta a minha diversão,
no errado dos homens eu vi a escolha para o certo.
Chico é influencia, suas rimas, sua frases de coerência,
aqui flutuam em minha cabeça, poesia é a nossa doença...